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Daniel Toledo e o Homem Espelho
05Nov08
por Daniel Toledo
Coincidências à parte, o artista carioca Daniel Toledo apresentou pela primeira vez a performance “O homem espelho” em 2004. Em algumas palavras, trata-se de um homem “invisível” que passeia pela cidade vestindo uma roupa e um escafandro completamente cobertos por cacos de espelho. Incorporando algo dos parangolés de Oiticica, o artista supera a idéia de escultura e define a obra como um objeto a ser ativado. Nesse sentido, acrescenta que a obra só existe enquanto as pessoas se relacionam com ela – seja como espectadores ou como reflexos nos cacos.
É impossível apreender qualquer característica própria ao homem espelho, qualquer faceta do seu “mundo interno”. Quem procura algo nele só encontra a si mesmo e aos cacos de outros; não há nada que seja próprio do homem espelho, se não a sua habilidade de chamar atenção para as pessoas que não se encontram e os olhares que, na cidade, não se cruzam. Com sua armadura feita de espelhos, o artista já levou a performance às ruas de Caracas, na Venezuela, e de Paris, na França.
Nascido em 1981, formado pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage e integrante do coletivo Opavivará, o artista desenvolve ainda trabalhos relacionados a fotografia, ilustração e intervenções urbanas, usando diversos suportes e materiais. Monumentos esteticamente interditados, transfigurações em fotos de família e um homem coisa não-identificado, aparentemente feito de estopa. Observa-se um claro desejo de aproximar a arte da vida cotidiana, num processo que Fernando Cocchiarale, professor, crítico de arte e freqüente comentador da obra de Daniel Toledo, caracteriza como um “transbordamento, e não uma ruptura, em relação à geração dos anos 60″.
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